Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
“Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!”
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!”
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
“Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta azul e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?
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08/01/2014
poemas que gosto-Circulo vicioso machado de assis
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às
11:02
Postado por
Sidus
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05/11/2012
Tenho medo de escrever...
![]() |
| http://www.kawaii-world.net/2012/11/ilustracoes-de-posts-gatos_3.html#more |
É tão perigoso. Quem tentou sabe. Perigo de mexer no que está oculto-e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras. As palavras que digo escondem outras- quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no fundo do poço.
Clarice Lispector - um sopro de vida
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às
17:14
Postado por
Sidus
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